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Dados e Relatórios

Reports IDE: como parei de depender da planilha do Rodrigo

A planilha virou fonte oficial sem ninguém decidir isso. O caminho para transformar análise repetida em relatório publicado dentro do sistema.

WAEquipe WebajatoPublicado em Atualizado em 10 minNível Intermediário
Ilustração do módulo Dados e Relatórios da plataforma Webajato

Teve uma planilha aqui que virou fonte oficial sem ninguém decidir isso. Começou como um favor: o Rodrigo montou um resumo bonito para a reunião de sexta. Aí a diretoria gostou, pediu de novo, e seis meses depois a empresa inteira tomava decisão em cima de um arquivo que morava no computador de uma pessoa só. Quando ele saiu de férias, ninguém sabia refazer. O Reports IDE existe justamente para esse arquivo não precisar existir.

É o editor visual nativo da plataforma. Você compõe a página com blocos de KPI, tabela, gráfico e texto, vê o preview renderizado no servidor e publica internamente por código. Sem ferramenta externa de BI. Sem exportar base para lugar nenhum.

Confesso que demorei pra entender o valor disso. Achava exagero. Mudei de ideia no primeiro fechamento em que três pessoas conseguiram abrir o mesmo recorte sem pedir nada para ninguém. Se a sua análise ainda está no estágio exploratório, comece pelo Chat com Dados e traga o resultado para cá depois.

O que o Reports IDE entrega

  • Editor visual nativo com blocos de KPI, tabela, gráfico e texto.
  • Fontes de dados reais, limitadas à empresa da sessão.
  • Preview renderizado no servidor, mostrando o que vai ser publicado.
  • Criação, edição e exclusão de projetos durante a sessão.
  • Publicação interna por código, com acesso condicionado a sessão e empresa.
  • Abertura de projeto a partir de uma análise feita no Chat com Dados.
  • Renderização independente do layout salvo, usando o construtor atual.

Montando um relatório do zero

  1. Escreva a pergunta no topoUma frase, num bloco de texto, dentro do próprio relatório. Isso evita que ele vire coleção de números sem propósito daqui a seis meses.
  2. Escolha de três a cinco KPIsMais do que isso e ninguém lê. Eles ficam no topo porque respondem em dois segundos se está bem ou mal.
  3. Um gráfico. Um sóEle existe para responder se está melhorando ou piorando. Não é decoração, e dois gráficos competindo confundem mais do que ajudam.
  4. Tabela de detalhe embaixoÉ o destino de quem vai agir. Vem depois do resumo, nunca antes, e precisa trazer a chave que permite achar o registro no ERP.
  5. Gere o preview e some os totaisO preview é renderizado no servidor. Compare o total da tabela com o KPI correspondente antes de publicar. Já peguei divergência aí duas vezes.
  6. Publique e avisePublicação sem aviso não existe. Diga quem deve consumir e com que frequência olhar, ou o relatório nasce morto.

Qual bloco usar em cada situação

BlocoMelhor usoO erro que eu vejo
KPIEstado atual de algo que exige reaçãoEmpilhar dez KPIs e nenhum ter meta ao lado
GráficoTendência e comparação entre períodosPizza com quinze fatias que ninguém consegue ler
TabelaDetalhe acionável, linha a linhaTrazer todas as colunas em vez das que geram ação
TextoContexto, definição da métrica, instrução de leituraDeixar a página inteira sem uma linha de explicação

Publicado não quer dizer público

Essa foi a primeira pergunta do meu sócio, e é justa. A publicação interna gera um código de acesso, e a rota publicada exige sessão e empresa. O relatório herda o controle de acesso do sistema em vez de abrir um canal paralelo. Projetos e publicações devem ser avaliados dentro do ciclo de sessão definido pelo módulo, o que se traduz em revisar de tempos em tempos o que ainda faz sentido continuar no ar.

Do Chat com Dados para cá

O fluxo que mais funciona começa bagunçado e termina arrumado. Você investiga no chat, refina a pergunta até o resultado ficar estável e então gera o projeto de relatório a partir daquela análise. O que era conversa vira artefato consultável, com layout salvo e renderização pelo construtor atual.

Nem toda análise merece isso. Minha régua é simples: se a pergunta se repetiu mais de duas vezes, ela merece um relatório publicado. O critério mais completo está em qual ferramenta usar em cada caso.

Manutenção, que é a parte chata

  • Nomear o projeto pelo que ele responde, não pelo departamento que pediu.
  • Documentar a definição de cada KPI dentro do próprio relatório, num bloco de texto.
  • Conferir os totais do preview contra um relatório tradicional antes da primeira publicação.
  • Revisar a cada trimestre se ele ainda é consultado, e por quem.
  • Excluir projeto abandonado, para não sobrarem duas leituras concorrentes do mesmo número.

Relatório abandonado é pior que relatório inexistente, porque alguém vai abrir achando que está atualizado. Essa disciplina de aposentadoria faz parte de governança de dados, e o cuidado com dado pessoal em tela publicada está em LGPD aplicada a relatórios.

Relatório bom cabe numa tela e termina numa ação. O resto é enfeite.

Equipe Webajato

Os defeitos aparecem no preview

Quase todo problema de relatório visual dá para ver antes de publicar, desde que alguém olhe com má vontade. Total de tabela que não fecha com o KPI, escala de gráfico que transforma variação de 2% em montanha, coluna de CPF que ninguém precisava. Esses três aparecem sempre na primeira revisão.

O truque é pedir para outra pessoa revisar o preview. Quem montou enxerga o que pretendia mostrar; quem lê pela primeira vez enxerga o que a página está realmente dizendo. Leva minutos e evita retrabalho depois que o relatório já circulou. Em ambiente comercial, confira também os indicadores de vendas e PDV para não duplicar recorte que já existe.

Por onde eu começaria

Pegue a análise que você mais repetiu nos últimos três meses e reconstrua como projeto, com no máximo quatro KPIs, um gráfico e uma tabela. Publique. Comunique. Depois observe quem realmente abre. Esse teste vale mais que qualquer discussão teórica sobre ferramenta de BI.

Perguntas frequentes

O relatório publicado fica acessível pela internet sem login?
Não. A rota publicada exige sessão e empresa. Não é exposição pública anônima, é publicação interna para quem já tem acesso ao sistema.
Quais blocos existem no editor?
KPI, tabela, gráfico e texto. A combinação que funciona melhor é KPIs no topo, um gráfico de tendência no meio e a tabela de detalhe embaixo, com texto explicando a métrica.
As fontes de dados são limitadas?
São, às fontes reais da empresa da sessão. Um relatório montado numa empresa do grupo não expõe dado de outra por acidente.
Consigo criar um projeto a partir de uma análise por IA?
Consegue. O Chat com Dados gera e abre um projeto no Reports IDE a partir da análise concluída, o que encurta bastante o caminho entre a pergunta e o relatório no ar.
O layout salvo trava numa versão do editor?
Não. A renderização é independente do layout salvo e usa o construtor atual, o que reduz o risco de o relatório quebrar conforme o módulo evolui.
reports iderelatório visualkpipublicação interna
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