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Loja Virtual e Delivery

Catálogo do delivery: usar o da Loja ou o do Foods

A origem do catálogo define onde o item é mantido e por onde o pedido chega na cozinha. É decisão estrutural, não estética.

WAEquipe WebajatoPublicado em Atualizado em 8 minNível Avançado
Ilustração do módulo Loja Virtual e Delivery da plataforma Webajato

A gente cadastrou o cardápio inteiro como produto de estoque. Cada prato virou item com saldo, e alguém tinha que dar baixa em porção de arroz todo santo dia. Durou seis semanas até a primeira briga séria na reunião. O catálogo do delivery pode ser originado da Loja ou do Foods, e a gente tinha escolhido errado por não saber que existia escolha.

Essa é uma das primeiras decisões da configuração do Modo Delivery e uma das mais caras para reverter, porque define onde o item mora, como o preço é administrado e por qual caminho o pedido chega na produção.

Não é sobre preferência visual. É sobre a natureza do que você vende: item embalado com saldo controlado se comporta de um jeito, e item produzido sob demanda a partir de um cardápio se comporta de outro. A configuração completa está em configuração do Modo Delivery.

As duas origens de catálogo do delivery

CritérioOrigem LojaOrigem Foods
Natureza do itemProduto com saldo controladoItem de cardápio feito sob demanda
Onde ele é mantidoProdutos da lojaCardápio do Foods
Vínculo com estoqueDireto, pelo cadastro de produtosPela lógica de produção
Fluxo de produçãoSeparação e expediçãoCentral de Pedidos e KDS
Cenário típicoVarejo e item embaladoAlimentação preparada

Nos dois casos, os pedidos do delivery são sincronizados com a Central de Pedidos e o KDS do Foods, o que preserva a visibilidade da fila independentemente da origem escolhida.

Quando escolher a origem Loja

  • Item embalado, com saldo controlado e reposição planejada.
  • Catálogo que você já mantém para venda online, evitando cadastro duplicado.
  • Necessidade de refletir disponibilidade real na vitrine.
  • Uso de variações, atributos e combinações do cadastro de produtos.

Essa origem aproveita toda a estrutura de produtos da plataforma, incluindo o controle descrito em estoque e preço sincronizados com o ERP.

Quando escolher a origem Foods

Alimentação preparada tem lógica própria: o item existe como preparação, não como unidade estocada. Manter o cardápio no Foods evita traduzir preparação em produto, tradução que sempre gera distorção de saldo e trabalho que não serve para nada. Foi exatamente o buraco em que eu caí.

Quem vende os dois tipos

Muita casa vende preparação e item embalado ao mesmo tempo. Nesse caso, siga o que representa a maior parte do volume do delivery, e trate o restante de forma explícita para nada ficar invisível no canal. Decidir isso antes evita retrabalho de cadastro depois, e retrabalho de cadastro é caro.

  • Volume por tipo de item medido antes da decisão.
  • Responsável pela manutenção do catálogo com nome definido.
  • Regra de preço única, sem divergência entre canais.
  • Fluxo de produção validado com pedidos em sequência.

O efeito no dia a dia

A origem escolhida define quem mantém o catálogo. Origem Loja concentra em quem cuida do cadastro de produtos. Origem Foods, em quem cuida do cardápio. Isso precisa estar claro desde o primeiro dia, porque catálogo desatualizado é a causa mais frequente de cancelamento no delivery.

A rotina correspondente está em rotina diária do delivery e a estrutura de produção no módulo de food service.

Trocar de origem depois

Mudar com o canal rodando tende a gerar divergência de preço e item sumindo temporariamente da vitrine. Se a troca for necessária, escolha uma janela de baixo movimento, valide o catálogo inteiro antes de reabrir e avise a produção com antecedência. A gente fez isso num domingo de manhã e deu certo.

Registre por escrito o motivo da troca e o que foi migrado. Sem esse registro, meses depois ninguém lembra por que um item ficou de fora, e a decisão original vira alvo de discussão a cada divergência encontrada.

O que não muda, escolha o que escolher

O resto do Modo Delivery segue igual: taxa de entrega por bairro com fallback, valor fixo ou cotação SuperFrete, pedido mínimo, finalização e rastreamento. O pagamento online e a consulta de status continuam pelo Hub de Pagamentos nos dois casos.

A decisão de origem afeta manutenção e produção, não a experiência de quem compra. Saber disso evita adiar o lançamento em busca da escolha perfeita, quando o impacto real recai sobre quem administra o catálogo todo dia.

Próximo passo

Meça o volume por tipo de item e escolha a origem antes de cadastrar qualquer coisa. Depois defina a política de entrega em taxa de entrega por bairro e valide tudo com o checklist de lançamento.

Perguntas frequentes

Dá para escolher a origem do catálogo?
Dá. O Modo Delivery é configurável com catálogo originado da Loja ou do Foods, conforme a natureza dos itens e a forma como você mantém o cadastro.
Qual origem usar em alimentação preparada?
Normalmente a origem Foods, porque o item existe como preparação e não como unidade estocada. Traduzir preparação em produto gera distorção e trabalho diário sem retorno.
E se eu vender itens embalados e preparados?
Siga o que representa a maior parte do volume do delivery e trate o restante de forma explícita, para nenhum item ficar invisível no canal.
A origem muda o caminho até a cozinha?
Nos dois casos os pedidos são sincronizados com a Central de Pedidos e o KDS do Foods, então a fila de produção continua visível de qualquer jeito.
Posso trocar a origem depois de abrir?
Pode, com planejamento. A troca costuma gerar divergência de preço e item ausente por um período, então escolha janela de baixo movimento e valide o catálogo antes de reabrir.
catálogo do deliveryorigem do catálogocardápioKDS
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